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TDAH: 10 dicas práticas baseadas em experiência clínica

  • Foto do escritor: Cristiane Crisci Moreno
    Cristiane Crisci Moreno
  • 18 de jul. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 19 de jul. de 2024


Nesse post eu elencarei algumas dicas e atividades para aumentar a atenção e minimizar a ansiedade de pessoas diagnosticadas com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

De acordo com a minha observação clínica, novas atividades introduzidas paulatinamente podem levar a maior satisfação e até acalmar os pensamentos. Assim como alguns movimentos corporais e exercícios visuais podem estimular a concentração.

Vejo que, dentro desse contexto, as preparações para provas ou seguir uma agenda podem ser difíceis. Então, listo as dicas abaixo com base no sucesso de meus pacientes.

  1. Elabore um to do list - Sempre que eu paro para organizar a minha vida, me lembro da expressão get my life together. Significa que vou listar pendências de todas as ordens: saúde, trabalho, estudo, contas, coisas para fazer em casa e na rua, compras, etc. Você pode criar os blocos de informações mais relevantes em sua vida. Passar esses itens para o papel nos ajuda a ter dimensão do que precisamos fazer, além de consolidar tudo em uma única página. Você tem essa prática?;

  2. 1 tarefa por vez - Escolha item a item a ser resolvido. Se necessário, crie lembretes em sua agenda digital como "agendar consulta com tal médico". Como já foi programado, não ocupará mais tanto espaço em sua mente ;)

  3. + atenção focada - Me refiro a aumentar a atenção concentrada em algo por algum tempo. Por exemplo, trocar tempo despendido em celular, cujas soluções são bem imediatistas, por um filme ou leitura de uma revista. Exercícios de discriminação percepção visual e prática de atividade esportiva podem ajudar também.

  4. Durma bem - Essa é a dica de ouro. Quantas horas você dorme por dia? Que horas dorme e acorda? Acorda disposto?

  5. Contato com a natureza - Somos seres humanos e respondemos rapidamente ao contato com a natureza. Há melhora do bem-estar, humor, função cognitiva, poder de observação, sistema imunológico, entre outros. Visite um parque ou uma praça rapidamente. Viaje a praia (pode ser um bate-e-volta) ou ao campo. Anime-se!

  6. Artesanato e jardinagem - Atividades manuais em geral nos acalmam, pois precisamos focar, observar e até aprender o que deve ser feito. O que a planta está precisando? Quais materiais preciso para produzir tal peça artesanal? Faz tempo que você não pinta ou cria algo manualmente?

  7. Pense racionalmente - Quando estiver ansioso ou disperso, se acalme e tente pensar racionalmente. O que preciso fazer primeiro? E depois? Como inicio essa atividade? Qual é o meu objetivo final? Será que estou muito nervoso e preciso respirar fundo 3 vezes? Isso pode ser aplicado a um projeto de trabalho ou até em uma conversa informal.

  8. Qual é o perfil do meu interlocutor? - Passivo, defensivo, empático, generoso, crítico ou focado na solução? Observe o outro e, quando necessário, adeque a sua fala. Conecte-se! A conversa presencial é bem vinda também. Exponha suas ideias, pense alto e pense junto.

  9. Estudar - Como Psicopedagoga, mãe e sempre estudante, recomendo com veemência essa prática. O que te interessa? Assuntos acadêmicos, tecnologia, esporte, maternidade, história, música, idiomas, ...? Escolha um tópico de interesse e estude-o online ou offline, de acordo com a sua personalidade e preferência. Desenvolva novas conexões neurais e se sinta melhor!

  10. Respire fundo - Se possível, inspire por 3 segundos, segure a respiração por 3 segundos e expire por 3 segundos. Ou simplesmente respire fundo, encha o seu pulmão de ar e agradecimento.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. (Fonte: ABDA)
No Brasil, a prevalência de TDAH é estimada em 7,6% em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos, 5,2% nos indivíduos entre 18 e 44 anos e 6,1% nos indivíduos maiores de 44 anos (Fonte: Ministério da Saúde)

13 de julho: Dia Mundial do TDAH

Vale ressaltar que a Psicopedagogia é apropriada como recurso terapêutico a crianças, adolescentes e adultos diagnosticados com TDAH. Tal intervenção pode complementar o trabalho realizado pelas escolas, famílias e profissionais de saúde.

Para cada paciente eu realizo uma avaliação inicial e, com base nos resultados, preparo sessões de psicopedagogia. Já mediei casos de pacientes com TDAH que precisavam superar notas baixas e outros que, dado alto nível de ansiedade, tinham dificuldades com o conteúdo apresentado pelo professor ou ainda não tinham uma estratégia funcional de estudos.


Escolha 1 entre os 10 itens acima e comece ainda hoje!



Cristiane Crisci



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