Dislexia ou dificuldade de leitura e escrita
- Cristiane Crisci Moreno

- 13 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 18 de mai. de 2024
A Dislexia é um transtorno neurobiológico e orgânico, ou seja, permanente. Diferentemente de uma dificuldade de leitura e escrita, que se caracteriza por algo passageiro.
As diretrizes diagnósticas para a dislexia são: rendimento inferior em precisão, velocidade e compreensão leitora, medido por testes padronizados, em relação ao esperado para a idade cronológica e inteligência; leitura/escrita caracterizada por erros, principalmente de origem fonológica; além disso, pode ser observado desenvolvimento tardio da linguagem oral. Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2008

Destaco a importância de identificar em quais níveis da linguagem o educando apresenta dificuldade:
decodificação (som em letra, transformar o que escuta em escrita)
compreensão (significado)
interpretação (conclusões)
contextualizarão (contexto e temas do texto)
intertextualizacao (dialóga com outros textos)
De acordo com a minha experiência clínica, vale a pena investigar se o estudante escuta (fonoaudióloga) e enxerga bem (oftalmologista). Se compreende a metodologia de ensino aplicada em sua escola e se a sua coordenação motora fina está adequada a sua série escolar.
O educando poderá apresentar alguns sinais ou sintomas de dislexia como:
dispersão
oscilação de atenção
atraso na fala e linguagem
dificuldade em rimas e canções
coordenação motora diminuída
dificuldade copiar texto
baixa velocidade e compreensão da leitura
gagueira
pular linha com freqüência
Algumas ações poderão facilitar o dia-a-dia do estudante como:
pedir para sentar-se ao seu lado para leitura em voz alta e evoluir para pequenos grupos
falar de forma clara e na altura do aprendente
construir interpretações de texto de forma gradativa
pedir para o aluno sentar próximo a lousa
utilizar materiais diversificados para provocar interesse como revistas, gibis, mapas, placas e artes
gravar podcast
assistir videos educativos, anotar pontos principais e solicitar que sumarize a informação
trabalhar sua parte auditiva, pedir para observar a expressão orofacial do professor e amigos
utilizar Comunicação aumentativa e alternativa (CAA) e Picture exchange Communication system (PECS)
sugerir tecnologia assistida como lupa e óculos
Torna-se necessário para qualquer aluno a disponibilidade de um aprendizado ubíquo, em que possa acessar a informação em qualquer lugar e tempo, adaptando o necessário para que aprenda temas relevantes para sua faixa etária de acordo com a Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Assim, despertando o seu interesse e continuo aprendizado.
A fala é uma função cognitiva muito desenvolvida em nosso cérebro. Existem, inclusive áreas cerebrais especializadas na oralidade. Em contrapartida, a leitura e a escrita requerem prática e domínio de alguns conceitos, como regras ortográficas. Além da escola e suporte familiar, um psicopedagogo poderá mediar atividades para promover o desenvolvimento de alunos com dificuldades para ler e escrever. Tais dificuldades ficam evidentes sobretudo nas séries iniciais do Ensino Fundamental.


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