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Por que alguns alunos foram negligenciados por tanto tempo?

  • Foto do escritor: Cristiane Crisci Moreno
    Cristiane Crisci Moreno
  • 13 de mai. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 18 de mai. de 2024


Ora, se o ser humano é biopsicossocial e o seu desenvolvimento ocorre concomitantemente nas esferas biológica, psicológica e social, por que educandos com algum transtorno especifico de desenvolvimento foram negligenciados por tanto tempo? E o que os educadores podem fazer para desenvolver os seus potenciais acadêmicos e sociais?



Primeiramente, destaco que somente em 1988 a Constituição Federal definiu Educação Básica obrigatória e gratuita as crianças e adolescentes de 4 aos 17 anos portadores de deficiência. Antes disso, a legislação brasileira não promovia a inclusão na rede escolar regular. Sabemos que ainda a inclusão efetiva de pessoas especiais no Brasil é muito precária, sendo tais famílias ávidas por aceitação da diversidade de seus parentes e real integração social.

A Lei Nº 14.254, de 30 de novembro de 2021, "dispõe sobre o acompanhamento integral para educandos com dislexia ou Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outro transtorno de aprendizagem…Art. 3º Educandos com dislexia, TDAH ou outro transtorno de aprendizagem que apresentam alterações no desenvolvimento da leitura e da escrita, ou instabilidade na atenção, que repercutam na aprendizagem devem ter assegurado o acompanhamento específico direcionado à sua dificuldade, da forma mais precoce possível, pelos seus educadores no âmbito da escola na qual estão matriculados e podem contar com apoio e orientação da área de saúde, de assistência social e de outras políticas públicas existentes no território." Fonte: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2021/lei-14254-30-novembro-2021-792022-publicacaooriginal-164005-pl.html

Atualmente, educandos, até o Ensino Médio, tem direito ao acompanhamento integral de educadores, que por sua vez, devem receber treinamentos específicos para melhor desempenhar suas funções. Aqui se aplica o conceito de lifelong learning (aprendizado ao longo da vida), que proporcionara atualização sobre transtornos de aprendizados, neurociências e praticas educativas ao educador.


O CID F81 é o código para "Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares", conforme a Classificação Internacional de Doenças. Indica um transtorno que altera as modalidades habituais de aprendizado desde as primeiras etapas do desenvolvimento da criança e possui seis subcategorias:

F81.0: Transtorno específico de leitura

F81.1: Transtorno específico da soletração

F81.2: Transtorno específico da habilidade em aritmética

F81.3: Transtorno misto de habilidades escolares

F81.8: Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares

F81.9: Transtorno não especificado do desenvolvimento das habilidades escolares

Se necessário, e considerando os diferentes Tipos de Inteligência, o educando poderá elaborar um Plano de Ensino Individualizado (PEI) para o sujeito com algum transtorno de aprendizagem, incluindo as pessoas especiais, assim como ficar atento se o educando esta apto a desenvolver suas principais Atividades de Vida Diária (AVD), que são fundamentais para sua satisfação e autocuidado. E, sempre que necessário, acionar um time multidisciplinar - médicos, terapeutas, coordenador pedagógico, colegas de trabalho, etc. - para ajuda-lo. Mantendo um dialogo transparente e constante com familiares e cuidadores.


Torna-se necessário para qualquer aluno a disponibilidade de um aprendizado ubíquo, em que possa acessar a informação em qualquer lugar e tempo, adaptando o necessário para que aprenda temas relevantes para sua faixa etária de acordo com a Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Assim, despertando o seu interesse e continuo aprendizado.


O Psicopedagogo, por sua vez, poderá mediar Intervenções (sessões de atendimento) após uma Avaliação Inicial e definição do Plano de Intervenção, que são objetivos traçados para cada indivíduo. Escutar os responsáveis e escola nesse momento é muito importante.


Enfim, sabemos que a educação é transformadora, inclusive para o cérebro que nunca mais será o mesmo após um aprendizado. Portanto, através da beleza da neuroplasticidade neural, podemos acreditar que tais sujeitos será beneficiados com o trabalho do educando que mediara acoes positivas para ampliar o seu desenvolvimento cognitivo, suas trocas de experiencias de vida e comportamento social.









 
 
 

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